segunda-feira, 18 de outubro de 2010

Alumbrados

Alumbrado (embriagados por Deus): movimento religioso no século XVI. Procuravam criar um contato direto com Deus através do Espírito Santo mediante visões e experiências místicas.Reuniam-se em pequenas localidades onde liam e interpretavam pessoalmente a Bíblia e faziam orações mentais. Tinham por base que o amor de Deus guia a mente humana para ler as escrituras com inteira liberdade.

Quietismo

Quietismo: movimento religioso no século XVII onde a pessoa entraria em contato com Deus através da oração silenciosa e da passividade da alma. A perfeição da alma humana e a sua salvação dependia diretamente da vontade divina. O ser humano deveria abandonar-se passivamente a vontade divina. Os quietista dedicavam a sua existência à contemplação passiva do mundo e à indiferença absoluta a tudo que fosse da matéria. Deus é quem age e o ser humano deve ficar na passividade para que Deus possa agir sobre a pessoa. Não sou eu quem vive, mas Cristo vive em mim. Não temos que fazer nada por nossa santificação, mas simplesmente nos rendermos a Deus e deixarmos que Ele faça tudo. O quietismo afirma que o cristão deve ser passivo no crescimento espiritual. Devemos deixar que Deus faça em nós uma pessoa santa, pois, o menor esforço atrapalha a ação de Deus. Devemos apenas "render-nos" ao Espírito Santo, e Ele nos dará a vitória. Jesus é apresentado como modelo de humildade, obediência e submissão a Deus. Deus é quem efetua em nós tanto o querer como o realizar, segundo a sua boa vontade. É Ele que habita em nós e nos dá o poder de fazermos a Sua vontade. Não temos capacidade em nós mesmos, a nossa capacidade vem de Deus.

Hussitas

Hussita: movimento religioso que surgiu no século XV tendo origem no teólogo Jan Hus que foi condenado e queimado vivo no dia 16 de julho de 1415 por não renegar sua filosofia. Antes de ser queimado, Hus disse as seguintes palavras ao carrasco: "Vocês hoje estão queimando um ganso (Hus significa "ganso" na língua boêmia), mas dentro de um século, encontrar-se-ão com um cisne. E este cisne vocês não poderão queimar.” “Eu nunca preguei qualquer doutrina de tendência para o mal, e o que ensinei com os meus lábios agora selo com o meu sangue.” Profecia de Hus sobre o nascimento de Martinho Lutero que 102 anos depois pregou suas 95 teses em Wittenberg e é identificado com um cisne.

Os hussitas defendiam que o único chefe da igreja é Jesus Cristo e não o Papa. Lutavam pela pobreza da igreja e punição para os pecados mortais, sem distinção de nascimento e posição social. O pecador deveria ser punido em praça pública. Condenava a riqueza do clero e ausência de moralidade dos padres.Tentavam aproximar a Igreja do povo, através de suas pregações na linguagem do povo e não em latim, como determinava a Igreja oficial. Somente reconheciam a autoridade da Bíblia e repudiavam os tribunais da Inquisição e os juízes terrenos.

Taboritas

Taboritas: comunidade cristã que surgiu no século XV na Bohemia de Tabor. As pessoas uniram e formaram uma comunidade onde tudo era comum, não existindo senhores e criados. Recusaram o aparelho externo da igreja que consideravam corrompida. Regiam diretamente pelas palavras da bíblia. Consideravam que era dever de todo taborita matar os hereges, isto é, toda a pessoa que não fosse taborita.

sexta-feira, 1 de outubro de 2010

Friedrich Daniel Ernst Schleiermacher

Friedrich Daniel Ernst Schleiermach (1768 – 1834).Ênfase no direito do individuo de definir os termos de sua própria fé sem ser intimidado por nenhuma autoridade. Nenhuma pessoa pode estar seguro de alguma coisa além de sua experiência pessoal. Cada pessoa tem uma consciência própria de Deus. Existe um senso de dependência do ser humano para com Deus e o pecado resulta quando a pessoa se debate pela sua independência em relação a Deus. Não acreditava que a bíblia fosse a palavra de Deus inspirada e o Jesus encontrado no Novo Testamento e exaltado nos credos foi mal interpretado como Deus, sendo de fato um homem que alcançou a pura consciência de Deus. A religião é a relação do homem com a totalidade, com o Todo, é intuição e sentimento do infinito. Intuição deriva da influência do objeto intuído sobre o sujeito que intui, da ação originária e independente do primeiro, que é acolhida, compreendida pelo segundo, em conformidade com sua natureza.

Emanuel Kant

Emanuel Kant (1724 – 18040).O ser humano não possui consciência de si mesmo, não conhece o seu substrato, o eu o escapa. O ser humano apenas possui consciência do sensível, do intelectivo e do racional.

Existe diferença entre conhecimento sensível, intelectivo e racional. O conhecimento sensível representa as coisas como elas aparecem para o sujeito e não como são em si. O conhecimento sensível ocorre no tempo e no espaço. O tempo e o espaço são formas de sensibilidade, modos como o sujeito capta sensivelmente as coisas. Através da sensibilidade os objetos nos são dados.

O conhecimento intelectivo é a faculdade de representar os aspectos das coisas que, por sua própria natureza, não podem ser captados com os sentidos, são os conceitos que não derivam dos sentidos. O intelecto tem como objeto o finito e o condicionado. O intelecto é limitado ao horizonte da experiência, ao finito. O intelecto tem como objetivo o finito e o condicionado. Através do intelecto os objetos são pensados (julgados). O intelecto é a faculdade de julgar (pensar). O intelecto limita-se ao horizonte da experiência e tão logo se aventura fora dos horizontes da experiência possível, o intelecto humano cai fatalmente em erro.

A razão vai além do horizonte do conhecimento sensível e intelectivo. O ir além do sensível e do intelectivo não é uma curiosidade vazia, nem algo ilícito, mas algo estrutural e irrefreável. O ir além da razão constitui uma necessidade estrutural, correspondendo a uma exigência que faz parte da própria natureza do ser humano enquanto humano. A razão é uma faculdade incondicionada que impele o ser humano para além do finito, buscando os fundamentos supremos e últimos. A razão é a faculdade da metafísica que está destinada a permanecer como pura exigência do absoluto, sendo, no entanto, incapaz de atingir cognoscitivamente esse absoluto. A razão tem por objeto o infinito, o incondicionado o além da finitude. A razão é direcionada para o infinito. A razão pura não é misturada a nada de empírico e opera sozinha e, por conseguinte, a priori. A razão busca unicamente os princípios supremos e incondicionados.

Os princípios supremos são as idéias e as idéias são paradigmas, emanações da razão suprema (Deus). As idéias são paradigmas absolutos. As idéias expressam o objeto supremo da transcendência metafísica. A razão busca as idéias supremas: idéia psicológica (alma), idéia cosmológica e idéia teológica (Deus). As idéias tornam-se os supremos conceitos da razão, no sentido de supremas formas ou exigências estruturais da razão. São transcendentes e ultrapassam os limites de toda experiência, não podendo se apresentar como objeto que seja adequado à idéia transcendental. As idéias da alma, do mundo e de Deus não são ilusões, somente por equívoco elas se tornam dialéticas, ou seja, quando são mal entendidas. As idéias não ampliam o nosso conhecimento dos fenômenos, mas apenas unifica o conhecimento estimulando a razão buscar o infinito.

Emmanuel Swedenborg

Emmanuel Swedenborg (1688 – 1772). Dizia que mantinha em contato permanente com o mundo espiritual. Salienta que, em certa noite, o mundo dos espíritos se abriu para ele, encontrando muitas pessoas de seu conhecimento e de todas as condições. "Desde então, diariamente o Senhor abria os olhos de meu espírito para que eu pudesse ver perfeitamente desperto, o que se passava no outro mundo e conversar, em plena consciência, com anjos e espíritos". Sobre sua primeira visão espiritual, Swedenborg salientava que "uma espécie de vapor se exalava dos poros do corpo, era um vapor aquoso que caía sobre o tapete". Esse vapor é denominado de ideoplasma, pois toma a forma que o espírito lhe dá instantaneamente. No caso de Swedenborg o ideoplasma se transformou em vermes devido a sua alimentação carnívora, a qual teve que abandonar, passando a ser vegetariano. O ser humano pode respirar o ar atmosférico ou o éter e quando respira mais éter do que ar ele alcança estado psíquico mais etéreo.

A morte é suave, dada a presença de seres celestiais que ajudam os recém-chegados em sua nova existência. As pessoas que morrem passam imediatamente por um período de repouso e alguns reconquistam a consciência em poucos dias. O ser humano nada perde nem se modifica com a morte, continuando com seus hábitos, preocupações e preconceitos. As pessoas depois da morte formam grupos com base nos seus sentimentos.

Após a morte, os seres humanos passarão a viver em planos conforme o seu nível de consciência. Cada um de nós irá para o plano adaptado ao seu nível de consciência.
As pessoas que morrem decrépitos, doentes e deformados recuperam a juventude e o completo vigor logo depois da morte.

O inferno não é um lugar de castigo eterno, mas um plano inferior do qual os espíritos podem seguir para outros mais elevados, purificando-se.
Anjos e demônios nada mais são do que seres humanos desencarnados em diferentes fases de evolução.

Densa nuvem se formou se formado ao redor da Terra devido à grosseria psíquica da humanidade e que, de tempos em tempos, ocorre um julgamento e uma limpeza.
Swedenborg falando sobre a morte do seu amigo Polhem salientou: “Ele morreu na segunda-feira e falou comigo na quinta-feira. Eu tinha sido convidado para o entêrro. Ele viu o coche fúnebre e presenciou quando o féretro baixou á sepultura. Entretanto, conversando comigo, perguntou por que o haviam enterrado, se estava vivo? Quando o sacerdote disse que êle se ergueria no Dia do Juízo, ficou admirado com as palavras do sacerdote, pois êle já estava de pé e vivo”.